7 de janeiro de 2016

Resenha | O Peão - Steven James

Título: O Peão - Os Arquivos Bowers, Livro 01
Autor: Steven James
Editora: Companhia Editora Nacional
Páginas: 416
Ano: 2013
Adicione: Skoob
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As aventuras de Patrick Bowers ao longo de cinco livros nos levam por um mundo de violência psicopata. Com uma inteligência acima da média, o agente especial do FBI chega, nessa série, ao limite de suas capacidades, enfrentando criminosos cada vez mais habilidosos. Trazido da Carolina do Norte para ajudar no caso de um serial killer, o agente especial do FBI Patrick Bowers se vê no meio de um jogo de gato e rato. Astuto e letal, o assassino está sempre um passo à frente da lei e está prestes a marcar mais um ponto novamente. Bowers vai ter que usar todos os seus instintos, habilidades e suas modernas e controversas técnicas de criminologia ambiental para deter o homem que se autodenomina o Ilusionista.



O Peão é o primeiro livro da série Os Arquivos Bowers, protagonizada pelo detetive Patrick Bowers (Pat). Admito que comecei a leitura um pouco receosa, já que praticamente todos os comentários que vi a respeito do livro eram positivos, o que ao mesmo tempo me animava e me deixava com medo de me decepcionar devido a essas altas expectativas. Agora, faço parte desse grupo que não mede esforços para elogiar a obra, já que tantos bons comentários acabam por ser muito merecidos.

Nesse primeiro livro, já começamos com um difícil caso de um serial killer que se auto denomina ''O Ilusionista''. Tudo inicia quando algumas garotas começam a aparecer mortas de uma maneira brutal, e o que liga os crimes é a fita amarela presa nos cabelos e o peão que o assassino deixa com os corpos de todas elas.

Ao perceberam o padrão, a polícia pede ao detetive Patrick Bowers para que se junte a investigação e ajude a prender o assassino antes que mais moças acabem sendo mortas.


As analogias com um real jogo de xadrez que o autor introduz na história são incríveis. Tanto pelos peões deixados com as garotas mortas, como também pela forma que o assassino se utiliza das estratégias de jogo para estar sempre um passo a frente dos investigadores.

Ainda sim, um dos melhores pontos do livro vai acabar surgindo aos poucos, pois o que já parece um complicado jogo, acabará por tomar proporções ainda maiores e distintas, dificultando ainda mais as investigações.

O que acaba se ligando a isso é que o autor consegue introduzir em meio a sua ficção um assunto real, forte e chocante, até um pouco louco se analisarmos sobre o ponto de vista que nos é apresentado no livro. O fato em si é referente ao massacre de Jonestown, ocorrido na Guiana em Novembro de 1978, que resultou na morte coletiva de mais de novecentas pessoas, fiéis da seita Templo do Povo, comandados pelo fanático Jim Jones.


Para mim, o detetive Patrick Bowers (Pat), trouxe um diferencial na forma de investigação, e isso acaba sendo um dos fatores que nos leva a gostar do protagonista. Ele não se preocupa tanto com os porquês e as motivações do assassino para os crimes, mas com as questões geográficas. Assim, Pat investiga de que forma os locais dos crimes se ligam à vida do assassino, se a hora e data dos acontecimentos são importantes para o serial killer, além de outras questões, todas ligadas a essa geografia.

Além da investigação, vemos toda a carga emocional do detetive e do momento delicado que vive com a enteada, Tessa. Pat havia se casado, mas sua esposa acabou falecendo devido a uma doença. Então, ele acabou assumindo essa função de cuidar e ser o pai da adolescente, mas a constante ausência dele devido ao trabalho, além das dificuldades que sentem para conversar um com o outro sobre o difícil momento que eles têm vivido, acaba afastando-os cada vez mais. Esse lado mais pessoal da vida do protagonista trouxe um bom equilíbrio pra história, o que foi ótimo.

Aliás, a personalidade do Pat em si é muito apreciável, um investigador dedicado que também tem suas próprias crenças e afirmações. Da mesma forma em que era sério no que fazia, ele soube trazer um pouco de bom humor em alguns diálogos com seus colegas mais próximos, sendo que até temos o início de um possível romance nesse primeiro livro.


Outro ponto positivo foram os capítulos curtos. Tendo a maior parte da narrativa realizada em primeira pessoa pelo Pat, agregado ao tom eletrizante da história, acaba sendo quase impossível largar o livro para poder descobrir quem era o genial assassino. Como na maioria das obras do gênero, quando descobrimos as respostas para tudo, ficamos espantados com o quão bobos somos em alguns momentos, já que não conseguimos ligar os pontos e entender quem é aquela pessoa.

É por isso que eu acabo sendo apaixonada por suspenses policiais, já que eles conseguem nos prender do início ao fim, e quando amarramos todas as peças soltas e vemos o que passou despercebido, surge uma vontade imediata de devorar todo o livro de novo prestando mais atenção aos detalhes, para ver tudo fazer ainda mais sentido no final.

Sendo uma dessas leituras que realmente nos cativam, foi impossível terminar o livro e não adicioná-lo a minha lista de favoritos. Steven James escreve com maestria um caso extremamente complicado já nesse primeiro volume, o que acaba deixando as minhas expectativas realmente altas para o que iremos encontrar ao longo do restante da série. 

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